Há horas que as palavras não brotam e o medo assombra. De tempo em tempos a voz se cala, as mãos tremem e o papel não consegue ser inspirador, a vida da uns tropeços e, então, o escrever não consegue ser desabafador.
Há aqueles momentos em que conspirações teimam em fazer parte do seu dia a dia, em que a lamúria fica persuadindo a coragem, e a sabedoria se esconde no viés da dor e, então, estamos abandonados.
Há nesses momentos a telepatia do sofrimento, compartilhando e sentindo a desesperança que os cerca, desentendendo o destino regrado que os surpreende.
Dessa vez foi assim, Dona Morte não foi nada zombeteira, chegou esguia e serena e olhou-me silenciosamente pois sabia que seus passageiros me eram conhecidos. Foi lá, seguiu sua alegoria e sem pena alguma nos deixou com nossas lamúrias.
Quando isso acontece , os textos ficam assim mesmo, de luto, pequenos.
Fica em paz Mateus!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
(des) Inventando.
Se por acaso,
tivestes um caso ao acaso,
com a causa dos teus causos,
levantaria uma causa ou casaria?
tivestes um caso ao acaso,
com a causa dos teus causos,
levantaria uma causa ou casaria?
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Era uma dor.
Perdeu-se em si mesma tentando entender a lógica do pouco entregar-se. Outro dia, sem medo algum, vestiu sua sensualidade e enlaçou-se com o corpo alheio. Entre súplicas, promessas e gemidos estabeleceu-se um firmamento inerente do ser , talvez, afeiçoado.
Enlaça-se, envolve-se, agonia no prazer de ter o outro suspenso em seu olhar, deixa-se conduzir pela chamas recém acesas e ingenuamente mantidas pela ignorância de todo o resto. Procura reconhecer feições que lhe deixem mais calma, mais confortada nessa ânsia defensiva.
A independência tem um preço muito caro, paga desconfortadamente por nossas falhas do não permitir-se. Sinto em pele a dor que transpassa, a segurança que já não me é suficientemente forte pra suportar os erros.
Ainda eles tem a audácia de dizer que " ..quem espera sempre alcança", mas não nos avisaram que a espera é torturante, que aflige nosso espírito, que não combina nada com toda essa nossa independência. Que dói. Esqueceram de nos informar que não é fácil a espera de que, talvez, algo nos conforte, que chegue alguém, em algum momento, e nos eleve a tal estado de espírito que todo o resto seria em vão.
Não! esse preço seria alto demais para se pagar, essa precaução é dada como boa até o momento, é dada como esperança que haja, talvez, algo que não nos mude, mas nos impulsione. O amor é feito pros fortes de alma, desprovidos de sensatez, amantes da loucura. E se esse for o preço, sinto muito, mas minha fortuna não compra algo assim. Talvez compre descrença, balanço de paradigmas, ou sonhos. Quem sabe, sabe, quem não sabe vive na desolada ignorância de sua independência.
Enlaça-se, envolve-se, agonia no prazer de ter o outro suspenso em seu olhar, deixa-se conduzir pela chamas recém acesas e ingenuamente mantidas pela ignorância de todo o resto. Procura reconhecer feições que lhe deixem mais calma, mais confortada nessa ânsia defensiva.
A independência tem um preço muito caro, paga desconfortadamente por nossas falhas do não permitir-se. Sinto em pele a dor que transpassa, a segurança que já não me é suficientemente forte pra suportar os erros.
Ainda eles tem a audácia de dizer que " ..quem espera sempre alcança", mas não nos avisaram que a espera é torturante, que aflige nosso espírito, que não combina nada com toda essa nossa independência. Que dói. Esqueceram de nos informar que não é fácil a espera de que, talvez, algo nos conforte, que chegue alguém, em algum momento, e nos eleve a tal estado de espírito que todo o resto seria em vão.
Não! esse preço seria alto demais para se pagar, essa precaução é dada como boa até o momento, é dada como esperança que haja, talvez, algo que não nos mude, mas nos impulsione. O amor é feito pros fortes de alma, desprovidos de sensatez, amantes da loucura. E se esse for o preço, sinto muito, mas minha fortuna não compra algo assim. Talvez compre descrença, balanço de paradigmas, ou sonhos. Quem sabe, sabe, quem não sabe vive na desolada ignorância de sua independência.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Da utilidade da Morte.
De vez em quando, como um leve presságio, a morte passa por aqui, e muito ao contrário do que pensam ela não me deixa solitária e triste. Dias desses estava eu sentada lá naquele lugar que já me é de costume, limpando uns pensamentos que a tempos estavam guardados, e eis que a dita cuja ruindade aparece. De um sobressalto me pus em pé e observei o conhecido ser que se aproximava, hoje ela estava extravagante: parecia uma alegoria de circo, vinha dançando e esvoaçando seus coloridos panos ao vento, pés descalços sempre esteve, mas o chão nunca foi seu forte, logo preferia flutuar, leviana e serena, deslizando delicadamente sobre o vento.
Vem nessa zombaria toda falar-me que está completando sua carga e logo partirá rumo ao seu mundo insano de verões escaldantes e prazeres insanos. Fala de todos os seus passageiros com aquele sorriso de costume, ironia que, vez ou outra, ultrapassa meu entendimento. Eufórica nos detalhes , me brinda com uma versão atualizada de seu plano de carreira. Diz ela o seguinte: " Pobre menina, esqueça das guerras e tiroteios, dos socos , pontapés e brigas, isso não mais os leva a mim, mudamos nossa visão e uma nova era está surgindo. O foco agora são somente aqueles doentes de alma, incrédulos de sua capacidade, e, acredite se tiver fé em mim, tão horríveis de morais que nem os contornos da alma suportam."
Há uma coisa que sempre tem de estar atento quando se trata dessa figura excêntrica: ela toma várias formas. Sim! Acreditem e pasmem com essa informação, a Dona Morte pode estar ao seu lado, olhe mais atentamente, instigue o que está a sua volta. Ah! E não esqueçam , nem sempre ela os leva de súbito, muitas vezes ela prefere um bom jogo de esconde e pega, disfarça e arranja que nem mesmos os mais sábios, se tornaram cientes da armadilha que os espera.
" Veja menina- disse a morbidez- isso tudo é meu trabalho, e não há porque você assustar-se. Não sou de toda má, pois há aqueles que encontram conforto em mim, e há aqueles , porém, que não veem mais que puro desgosto. Enfim , anjo meu, vocês são todos meus, e a única coisa que me resta é divertir-me com suas fantasias."
Dito isso saiu mais uma vez, levando consigo toda a honra de transportar as almas alheias. Agora é só ficar atenta à próxima passagem, deixar-se levar pela conversa doce e manipuladora da minha sempre amiga morte. Até breve companheira!
Vem nessa zombaria toda falar-me que está completando sua carga e logo partirá rumo ao seu mundo insano de verões escaldantes e prazeres insanos. Fala de todos os seus passageiros com aquele sorriso de costume, ironia que, vez ou outra, ultrapassa meu entendimento. Eufórica nos detalhes , me brinda com uma versão atualizada de seu plano de carreira. Diz ela o seguinte: " Pobre menina, esqueça das guerras e tiroteios, dos socos , pontapés e brigas, isso não mais os leva a mim, mudamos nossa visão e uma nova era está surgindo. O foco agora são somente aqueles doentes de alma, incrédulos de sua capacidade, e, acredite se tiver fé em mim, tão horríveis de morais que nem os contornos da alma suportam."
Há uma coisa que sempre tem de estar atento quando se trata dessa figura excêntrica: ela toma várias formas. Sim! Acreditem e pasmem com essa informação, a Dona Morte pode estar ao seu lado, olhe mais atentamente, instigue o que está a sua volta. Ah! E não esqueçam , nem sempre ela os leva de súbito, muitas vezes ela prefere um bom jogo de esconde e pega, disfarça e arranja que nem mesmos os mais sábios, se tornaram cientes da armadilha que os espera.
" Veja menina- disse a morbidez- isso tudo é meu trabalho, e não há porque você assustar-se. Não sou de toda má, pois há aqueles que encontram conforto em mim, e há aqueles , porém, que não veem mais que puro desgosto. Enfim , anjo meu, vocês são todos meus, e a única coisa que me resta é divertir-me com suas fantasias."
Dito isso saiu mais uma vez, levando consigo toda a honra de transportar as almas alheias. Agora é só ficar atenta à próxima passagem, deixar-se levar pela conversa doce e manipuladora da minha sempre amiga morte. Até breve companheira!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
10:58
Quem sabe outra hora, quando o desejo sucumbir, a vontade de te ter perdido em meu sorriso aflora.
Por ventura, tenha a sorte de me ser sublime. Assim, vai desenhando tua sombra na minha, teus olhos nos meus, e afeto nos define.
Por hora um abraço nos convence de que o princípio já é hora. O carinho vai tomando forma, e nas entrelinhas de teu sorriso, tudo se elabora.
Por ventura, tenha a sorte de me ser sublime. Assim, vai desenhando tua sombra na minha, teus olhos nos meus, e afeto nos define.
Por hora um abraço nos convence de que o princípio já é hora. O carinho vai tomando forma, e nas entrelinhas de teu sorriso, tudo se elabora.
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