De vez em quando, como um leve presságio, a morte passa por aqui, e muito ao contrário do que pensam ela não me deixa solitária e triste. Dias desses estava eu sentada lá naquele lugar que já me é de costume, limpando uns pensamentos que a tempos estavam guardados, e eis que a dita cuja ruindade aparece. De um sobressalto me pus em pé e observei o conhecido ser que se aproximava, hoje ela estava extravagante: parecia uma alegoria de circo, vinha dançando e esvoaçando seus coloridos panos ao vento, pés descalços sempre esteve, mas o chão nunca foi seu forte, logo preferia flutuar, leviana e serena, deslizando delicadamente sobre o vento.
Vem nessa zombaria toda falar-me que está completando sua carga e logo partirá rumo ao seu mundo insano de verões escaldantes e prazeres insanos. Fala de todos os seus passageiros com aquele sorriso de costume, ironia que, vez ou outra, ultrapassa meu entendimento. Eufórica nos detalhes , me brinda com uma versão atualizada de seu plano de carreira. Diz ela o seguinte: " Pobre menina, esqueça das guerras e tiroteios, dos socos , pontapés e brigas, isso não mais os leva a mim, mudamos nossa visão e uma nova era está surgindo. O foco agora são somente aqueles doentes de alma, incrédulos de sua capacidade, e, acredite se tiver fé em mim, tão horríveis de morais que nem os contornos da alma suportam."
Há uma coisa que sempre tem de estar atento quando se trata dessa figura excêntrica: ela toma várias formas. Sim! Acreditem e pasmem com essa informação, a Dona Morte pode estar ao seu lado, olhe mais atentamente, instigue o que está a sua volta. Ah! E não esqueçam , nem sempre ela os leva de súbito, muitas vezes ela prefere um bom jogo de esconde e pega, disfarça e arranja que nem mesmos os mais sábios, se tornaram cientes da armadilha que os espera.
" Veja menina- disse a morbidez- isso tudo é meu trabalho, e não há porque você assustar-se. Não sou de toda má, pois há aqueles que encontram conforto em mim, e há aqueles , porém, que não veem mais que puro desgosto. Enfim , anjo meu, vocês são todos meus, e a única coisa que me resta é divertir-me com suas fantasias."
Dito isso saiu mais uma vez, levando consigo toda a honra de transportar as almas alheias. Agora é só ficar atenta à próxima passagem, deixar-se levar pela conversa doce e manipuladora da minha sempre amiga morte. Até breve companheira!
Vem nessa zombaria toda falar-me que está completando sua carga e logo partirá rumo ao seu mundo insano de verões escaldantes e prazeres insanos. Fala de todos os seus passageiros com aquele sorriso de costume, ironia que, vez ou outra, ultrapassa meu entendimento. Eufórica nos detalhes , me brinda com uma versão atualizada de seu plano de carreira. Diz ela o seguinte: " Pobre menina, esqueça das guerras e tiroteios, dos socos , pontapés e brigas, isso não mais os leva a mim, mudamos nossa visão e uma nova era está surgindo. O foco agora são somente aqueles doentes de alma, incrédulos de sua capacidade, e, acredite se tiver fé em mim, tão horríveis de morais que nem os contornos da alma suportam."
Há uma coisa que sempre tem de estar atento quando se trata dessa figura excêntrica: ela toma várias formas. Sim! Acreditem e pasmem com essa informação, a Dona Morte pode estar ao seu lado, olhe mais atentamente, instigue o que está a sua volta. Ah! E não esqueçam , nem sempre ela os leva de súbito, muitas vezes ela prefere um bom jogo de esconde e pega, disfarça e arranja que nem mesmos os mais sábios, se tornaram cientes da armadilha que os espera.
" Veja menina- disse a morbidez- isso tudo é meu trabalho, e não há porque você assustar-se. Não sou de toda má, pois há aqueles que encontram conforto em mim, e há aqueles , porém, que não veem mais que puro desgosto. Enfim , anjo meu, vocês são todos meus, e a única coisa que me resta é divertir-me com suas fantasias."
Dito isso saiu mais uma vez, levando consigo toda a honra de transportar as almas alheias. Agora é só ficar atenta à próxima passagem, deixar-se levar pela conversa doce e manipuladora da minha sempre amiga morte. Até breve companheira!
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