quinta-feira, 30 de maio de 2013

Do teu para ti ou conselhos a serem seguidos.

Sopra o café quente em uma noite fria querendo estar junto ao calor do outro. Sofre calada com essa ânsia sentimentalista que vem adquirindo aos poucos e que a torna sufocante. Talvez haja implícito nisso tudo a vontade da mudança, do querer ser sentimentos que sempre foram distantes, talvez queira um novo sonho.
Passa os dias, passa as horas passa tudo e nada se passa. Uma incógnita que, difícil de ser revelada, se torna parte da caminhada. Doce criança não aprendestes usar de forma adequada seus afetos, e se revela demasiadamente tranquila em relação a não despachá-los, e tranquilidade assusta.
Certo dia me disse que o amor não lhe era permitido,ou melhor, que não se permitiria amar as carícias que lhe dispensavam, nem mesmos as palavras doces que lhe eram entregues ao pé do ouvido. Criança, por que te torturas tanto? Não sabe que podes se libertar a qualquer hora desse refúgio que a conforta na maioria dos momentos? Não sabes que conforto não é afeto?
Me contou outrora que se entregou certa vez ingenuamente, e que tudo teria se encaminhado maravilhosamente bem se a sua, de novo, ausência de palavras, não houvesse terminado com as expectativas.
Acontece que a dúvida do entregar-se ou não, dizer ou calar-se a corrói. Pense querida,ela me disse, você não sabe até que ponto suas palavras e carinhos vão ser adequadas, não sabe até que ponto seu ímpeto do querer estar perto lhe será positivo, não sabe se esse ,recém adquirido, sentimentalismo é o certo.
Pois bem minha jovem, tuas dúvidas até estão certas, mas não vale apena se martirizar por elas. Tenha a bondade de perceber que sua evolução está acontecendo, você consegue até demonstrar carinho! Uma revolução!
Então minha jovem faça o favor de parar com as neuras que a deixam mais louca, faça-me o favor de aproveitar essa demanda de carinho que está disposta a doar, e não se preocupe com os que, por receio, não às querem receber. Faça-me o favor de distribuí-las e contente-se com o retorno que tiver, afinal você bem sabe como é estar enclausurada nos limites do não expressar-se carinhosamente. Faça-me um favor minha jovem, vá viver!

domingo, 26 de maio de 2013

Sobre o sincero.



Veja bem amor, deita por ae e fica observando as estrelas, deita em qualquer canto que te acolha e admira as rasuras da parede, o piso gelado e abriga em teu coração o calor que transmite em teu sorriso. Se tu soubesse , o quanto eu gosto do balanço dos teus cabelos em dias onde o sol se embriaga por entre as folhagens e revela os detalhes imperfeitos que me fascinam. Confesso a ti agora como o balanço das tuas mãos junto as minhas me fortalece, como me encanta teus olhos irônicos quando se prendem aos meus, e se deleitam em mil desejos.
Outro dia, quando a distração o tomava, vi meus ímpetos de felicidade tomando tua forma, o cabelo desgrenhado contornando as linhas da tua áurea. Ah se por um descuido você me olhasse naquele momento, descobriria meus olhos em chama percorrendo a tua forma, o meu afeto te construindo em mim. 
Se qualquer dia formos loucos o suficiente, eu até faria todas aquelas juras de amor que ouvímos nas músicas,e talvez, em um ato de coragem eu lhe tomaria firmemente e lhe diria que me entregaria a ti, que aceitaria a vida como ela é, ou dançaria tango no teto. Mas se as palavras falhassem, e a música não fosse o suficiente eu apenas te olharia, mexeria em seu cabelo, te daria meu sorriso, te abraçaria e, então, certamente você saberia que eu lhe amaria.
Hoje eu aprendi amor, que eu tenho em ti meu conforto, que tudo é tão passageiro que meu carinho será dedicado a ti todos os dias, que meu olhar e meu sorriso sempre te encontrarão e meu abraço sempre será o meu e o teu refúgio.
Hoje aprendi amor, que não são necessárias músicas ou belas palavras, que não são necessárias as declarações que você me fez e nem as que eu julguei importante. Hoje eu aprendi que a minha mão na tua, e o doce balanço que elas seguem quando estão juntas , são suficientes para saber o quanto meu amor se une ao teu. Hoje eu estou em ti o quanto você está em mim.

sábado, 25 de maio de 2013

Aos Sem- vergonhas.





Um brinde ao meu recém amigo que me ensinou a aprovar, gostar e exaltar a sem vergonhice, essa qualidade que , os poucos que têm, são pessoas dignas de minha reverência. Brindo a irreverências desses cidadãos que trazem consigo o calor que lhes é costumeiro, passado de abraço em abraço, toque em toque, e palavras que engradecem nosso ego.
Um salve aos desprovidos de caretices, faceiros de sorrisos. Um brinde aos sem vergonhas!
Sim, porque diz esse meu recém amigo que os sem vergonhas são as grandes pessoas. Particularmente caro amigo, concordo plenamente! Nada melhor do que sair por ae, sem vergonha de ser feliz, sorrindo e distribuindo sorrisos, sem vergonha do que pensa e luta, sem receios dos julgamentos e olhares preconceituosos, sem vergonha do amor que está a se distribuir.
Porém lhe digo cidadão, que cuidados também são necessários quando se ostenta tamanha titulação: há de se regar toda semana toda essa importância com doses substanciais de persistência e paciência, principalmente paciência. Porque convenhamos amigo, haverá Aqueles que dirão que é muita petulância sua invadir todo esse espaço com toda essa aura de alegria. Cuidado amigo, os céticos irão lhe repudiar.
Ademais, lhe direi que estamos juntos, eu e toda legião sem vergonha, pois nada suprimirá a nossa constante motivação do querer o bem, querer espalhar esse amor que nos enlaça e engradece.
Um brinde ao meu amigo, e a todos os Sem Vergonhas!

domingo, 19 de maio de 2013

Confissões










Aventura-se entre os lençóis  aninhando-se no corpo quente que acalenta e põem em chama junto ao teu. "Menina, tu nunca soube que essa aventura poderia ser perigosa?" Talvez, sem nem sequer imaginar, o dito ser possa ser aquele psicopata que tanto fantasia quando lê os romances policiais. "Não importa", o fogo que cruza por entre as carícias, as mãos que desenham corpo a corpo, tudo isso impõem-se sobre essa possível loucura. 
 Velam palavras embaladas pela supremacia dos deuses e, entre, o roubo das asas de Ícaro,  e a retirada dos sapatos de Hermes, são encontradas as curvas do sorriso, desejo dos olhos que se entregam em anseios.
Lá no fundo, como a lembrança que o mundo existe depois da porta, Jack Johnson embala os trâmites. Lembra das formigas brigando, do machado que não corta, dos bisturis, dos cérebros cozidos e, não esqueçe, dos óculos que foram deixados no passado devido a alguma banda. Isso?
Calma, ainda falta a rebeldia da escola, a nerd, a fé, a crença, e o carinho. Estar, permanecer entre lençóis que compartilham as confissões que despertam as chamas. Desenrolam o desejo, encontram-se em fogo, deliniam-se em sorrisos sarcásticos. 
 Lá fora chove, mas o mundo se resume- esta noite- nos contornos da cama que abriga os lençóis compartilhados por loucos psicopatas.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

-







Há sorrisos e melancolias que velam seu sono, enquanto os pesadelos a rondam. Nem sempre a intenção foi ser uma máscara singela, por vezes pressentiu-se tanto amor que tudo que sabia era ser insustentável. E tudo que era beirava loucura.