domingo, 19 de maio de 2013

Confissões










Aventura-se entre os lençóis  aninhando-se no corpo quente que acalenta e põem em chama junto ao teu. "Menina, tu nunca soube que essa aventura poderia ser perigosa?" Talvez, sem nem sequer imaginar, o dito ser possa ser aquele psicopata que tanto fantasia quando lê os romances policiais. "Não importa", o fogo que cruza por entre as carícias, as mãos que desenham corpo a corpo, tudo isso impõem-se sobre essa possível loucura. 
 Velam palavras embaladas pela supremacia dos deuses e, entre, o roubo das asas de Ícaro,  e a retirada dos sapatos de Hermes, são encontradas as curvas do sorriso, desejo dos olhos que se entregam em anseios.
Lá no fundo, como a lembrança que o mundo existe depois da porta, Jack Johnson embala os trâmites. Lembra das formigas brigando, do machado que não corta, dos bisturis, dos cérebros cozidos e, não esqueçe, dos óculos que foram deixados no passado devido a alguma banda. Isso?
Calma, ainda falta a rebeldia da escola, a nerd, a fé, a crença, e o carinho. Estar, permanecer entre lençóis que compartilham as confissões que despertam as chamas. Desenrolam o desejo, encontram-se em fogo, deliniam-se em sorrisos sarcásticos. 
 Lá fora chove, mas o mundo se resume- esta noite- nos contornos da cama que abriga os lençóis compartilhados por loucos psicopatas.


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