quarta-feira, 13 de novembro de 2013





Se não fosse desespero, talvez seria loucura, talvez seria ânsia persistente em perambular e virar-se para um mundo  em que pesadelos sejam o conforto necessário. Revira-se dentre os mais íngremes e desesperados caminhos, sintetiza esperanças, transpira os medo e escorre-se em lágrimas, lava-se em dor.

A tortura é percorrer os íngremes caminhos e deparar-se com os demônios alheios, a desesperança, o desapontamento e o anseio - já sucumbido pela podridão- pelo encontro de alguma luz. Ofusca a luz. Detém-se em qualquer canto mais arborizado e faz seu ninho um lar. Mesmos que os vermes à destruam lentamente, mesmo que o desencanto à tome vez ou outra, ainda vê qualquer resquício de claridade que clama por sua presença.

Ainda há alguma ilusão nisso tudo, dádiva ou castigo, temores , ameaças e amor. Talvez o último consiga lhe salvar. 


Foto: Katerina Plotnikova







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