Então reconheceu no meio de tanta insensatez um ruído sôfrego que identificava seu mundo. Por ventura vinha este não de dentro de si, onde tudo era gélido, vazio e escuro, mas do estranho modo exterior que o circundava. Ora, seria isso possível? Era como uma doce melodia fúnebre, em que todos os acordes encaixavam-se simetricamente, revelados em um pano de fundo em que a morte bordava avidamente. Todavia era, contraditoriamente, um sopro de vida no meio nada. Um sopro vindo do externo, seria possível? O receio, o medo, a adversidade o impediam de compreender aquela situação, receoso talvez de encontrar sua face perdida em um rosto que não lhe era conhecido. E fica assim, sedento de curiosidade, tremendo de receio, apenas apreciando a deliciosa incógnita que lhe era apresentada mas que, nunca, seria revelada pelos seus próprios olhos.
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