Tuntum 1..2..3..Tuntum 1..2..3..Tuntum 1..2..3..
Bate assim lá dentro bem compassado. Tuntum 1..2..3.. Tuntum 1..2..3..
Imersa em si, ouvindo nada mais do que a pulsão lá dentro, como se o mundo nem existisse e o calor lhe faltasse. Fecha os olhos, vê a escuridão e sente. Tuntum 1..2..3.. Tuntum 1..2..3..
E já nem chora mais, porquê o que sente é paz. Revoltosa em ilusões, como um sopro do nada que leva tudo. Tudo que ainda restou.
O que a brisa não leva se desfaz em canções ritmadas pelas batidas compassadas que brotam de si e compõem a sinfonia que a fere e condena, dissolve e eleva. Tuntum 1..2..3 Tuntum 1..2..3..
E sopra levemente um murmúrio onde deleita-se suavemente, e sussurra gentilmente os doces anseios que a velam. Procede o mantra que conduz as batidas, produz as cores que à envolvem delicadamente dando forma e luz ao seu ser.
Dorme embalada pelas confissões que a desatinam, e desdobra-se em danças rítmicas no lençol azul celeste que contorna suas formas e, melodiosamente, da cor ao sonho.
Tuntum 1..2..3.. Tuntum 1..2..3..
Talvez a morte seja assim, compassada. Ou talvez seja a vida um breve instante onde um sopro qualquer nos vele. Ou o vazio, talvez nada nos defina e tudo o que se pode ouvir com clareza são as mórbidas batidas que impulsionam o viver. Ou a ilusão.
Tuntum 1..2..3 Tuntum 1..2..3..