E então entrou no corredor da morte. Caminhava lentamente analisando as paredes com lajotas que, outrora, já foram brancas, a meia luz amarelada que , vez ou outra, piscava sinistramente como nos filmes de terror. Cautelosos passos que se arrastavam lentamente, seguindo as histórias que jaziam naquele assombro. Dizem, que ali já fora palco de intermináveis noites de amantas que se deliciavam na carne um do outro, ou mesmo de assassinos horrendos, vestindo suas máscaras e dilacerando os corpos com suas serras. Zumbis não, ainda não pelo que dizem.
Talvez, ela pensa, não tenha sido uma boa ideia descer as escadas, talvez preferisse ficar aconchegada no conforto de suas cobertas, dormindo e sonhando com belas princesas e doces fadas. Ironia demais para quem se aventura em corações alheios.
Vai adentrando e ouvindo o vento açoitando la fora, ouvindo a porta bater ao fundo e sua consciência gritando:
-Volta, ainda dá tempo!
E continua, porque o medo é menor que o receio de falhar, é menor que a coragem que a transborda, é menor do que a dor e a dúvida que a perseguem todo dia, toda noite toda hora. Seus encantos não são mais os mesmos, deixou eles perdidos em qualquer porta meia aberta que revelava a bondade que tanto idolatrava e nunca alcançaria.
Então chegou ao destino e entregou ao que ali vinha fazer , e tentou achar as respostas , e resolveu que , em vão, tinha ido parar ali. Em vão, mais uma vez, outra vez e assim sucessivamente.
Volta , faz o caminho de novo, dessa vez as paredes , a luz amarelada, as portas meia abertas já não são tão desconhecidas, já não assustam mais. Acostumou-se e assim sempre foi.
- E assim sempre será, eles dizem.
Mas vocês sabem como é o coração dos corajosos, cheios de fervor e confiança, cheios de um não sei o que que os move e faz com que continuem procurando algo que os contente.
E então o que era pra ser algo de terror e assombração, virou algo banal, um texto perdido em meio ao egoísmo de um ser . Um ser, sei lá.
Talvez, ela pensa, não tenha sido uma boa ideia descer as escadas, talvez preferisse ficar aconchegada no conforto de suas cobertas, dormindo e sonhando com belas princesas e doces fadas. Ironia demais para quem se aventura em corações alheios.
Vai adentrando e ouvindo o vento açoitando la fora, ouvindo a porta bater ao fundo e sua consciência gritando:
-Volta, ainda dá tempo!
E continua, porque o medo é menor que o receio de falhar, é menor que a coragem que a transborda, é menor do que a dor e a dúvida que a perseguem todo dia, toda noite toda hora. Seus encantos não são mais os mesmos, deixou eles perdidos em qualquer porta meia aberta que revelava a bondade que tanto idolatrava e nunca alcançaria.
Então chegou ao destino e entregou ao que ali vinha fazer , e tentou achar as respostas , e resolveu que , em vão, tinha ido parar ali. Em vão, mais uma vez, outra vez e assim sucessivamente.
Volta , faz o caminho de novo, dessa vez as paredes , a luz amarelada, as portas meia abertas já não são tão desconhecidas, já não assustam mais. Acostumou-se e assim sempre foi.
- E assim sempre será, eles dizem.
Mas vocês sabem como é o coração dos corajosos, cheios de fervor e confiança, cheios de um não sei o que que os move e faz com que continuem procurando algo que os contente.
E então o que era pra ser algo de terror e assombração, virou algo banal, um texto perdido em meio ao egoísmo de um ser . Um ser, sei lá.
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