domingo, 1 de setembro de 2013
Insanidade
"Eis aqui a depravação do medo vangloriando o imperfeito que o dissemina e incendeia. Eis aqui todo o receio que talvez, ou jamais, pensasse em existir. Eis aqui também, um curioso ser denominado imprevisto alheio que se joga por cima dos cadáveres que arruínam toda essa extensão."
Pouco se sabe daqueles males que atormentam a alma, aqueles deslizes que deixam o poço mais fundo e a dor mais insistente. Ainda dizem que tempo poderia curar, que as mágoas passam e os dias se arrastam. E que o mundo pode parar de girar. Blasfêmia! Nada sabem aqueles seres que vivem da hipocrisia, aquelas intituladas felizes almas que se desvanecem em um torpor sôfrego e limitado. Nada sabem aqueles que vagueiam por entre o pólen da arbitragem confusa. As flores nem sempre compõem a beleza necessário que esperamos. Nem sempre a beleza nos convém, nem sempre o necessário nos convence.
Numa prece já longínqua pedi aos deuses mais ironia no destino, mais controvérsias e desencontros e eles - esperando por isso- atenderam prontamente aos meus pedidos. Encobriram tão bem o descaso que me fizeram a rotina dos dias uma implacável companheira, astuta e imperceptível. Talvez os deuses não sejam o bem que esperamos, talvez nem os deuses entendam os anseios diabólicas que a alma põem- se a elaborar quando entra em conflito com a identidade. Insano!
E enquanto redige os mal escritos e inconscientes grafos bebe seu café já morno devido a lógica do tempo, e pensa se o mal que lhe aflige não é mais que a denominação de loucura.
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