domingo, 8 de setembro de 2013

Um pouco de amor





   
Como quando a ironia se faz presente no teu sorriso, acompanhado dos olhos inquisidores, tão mais carregados de sarcasmo quanto o teu pensamento que se desdobra em planos secretos que fazem de mim  seu alvo principal. Quando me fita tão docemente que todos os portos seguros se resumem ao envolver dos teus braços junto ao meu corpo, e o seu calor aquece todas as esperanças de que, talvez, algo possa florescer.
 Tão irritante quanto a insistente mania de achar as imperfeições e fazer dela o escárnio que necessita para arrancar um olhar de desaprovação e, logo em seguida, o desarme. Escondido de tudo que seria plausível e coerente, talvez o segredo da atração seja justamente esse. A coerência só cabe aos ignorantes.
Tão descabido como quando me toma em um carinho quase abstrato e me deixo levar pelas sutilezas do teu ser. Docemente, suavemente, tudo se torna tão empírico que acaba sendo irreal. Talvez esqueça por alguns instantes as melodias insensatas que perambulam lá fora, e só o que ouça seja o riso descomprometido de alguém que silencia o peito em busca de um abrigo.
 Naturalmente há aqueles dias em que não se quer mais do que observar como funciona a lógicas das peripécias que distribui diariamente. As vantagens de se ter alguém louco o suficiente para se amar por perto, é que a insanidade, o riso, os desastres , os abraços e as visitas acontecem naturalmente, como se o acaso fosse o ditador do enredo.
Talvez  fosse estranho se não fosse tão eu. Talvez  fosse estranho se não fosse carinho, afeto, ou mesmo um bom lugar para se estar quando todo o resto parece não resistir. 

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